{"id":12518,"date":"2010-11-11T19:34:34","date_gmt":"2010-11-11T22:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=12518"},"modified":"2010-11-11T19:34:34","modified_gmt":"2010-11-11T22:34:34","slug":"semana-da-consciencia-negra-discute-angola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/semana-da-consciencia-negra-discute-angola\/","title":{"rendered":"Semana da Consci\u00eancia Negra discute Angola"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_12520\" aria-describedby=\"caption-attachment-12520\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-12520\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=12520\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-12520\" title=\"&lt;KENOX S860  \/ Samsung S860&gt;\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/SDC15674.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"fotos: Daniel Fran\u00e7a\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12520\" class=\"wp-caption-text\">o encontro foi aberto ao som do hino angolano<\/figcaption><\/figure>\n<p>A 3\u00aa Semana da Consci\u00eancia Negra movimentou, na tarde desta quinta-feira (11),\u00a0o primeiro andar do bloco B da Unicap, onde est\u00e1 localizado o teatro da Universidade que serviu de palco para a confer\u00eancia <em>Angola: uma nova \u00c1frica est\u00e1 nascendo.<\/em> A data n\u00e3o foi escolhida por acaso.\u00a0O evento tamb\u00e9m marcou o 35\u00ba anivers\u00e1rio da independ\u00eancia do pa\u00eds africano.\u00a0O debate foi organizado por\u00a0jovens angolanos que estudam na Cat\u00f3lica por meio de conv\u00eanios e interc\u00e2mbio estudantil. Ao todo s\u00e3o 36 estrangeiros.\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_12522\" aria-describedby=\"caption-attachment-12522\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-12522\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=12522\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-12522\" title=\"&lt;KENOX S860  \/ Samsung S860&gt;\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/SDC15690.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12522\" class=\"wp-caption-text\">plateia formada por angolanos em clima de descontra\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre os debatedores estavam o assessor\u00a0de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Unicap, professor Thales Castro; a representante do consulado e\u00a0da comunidade angolana no Recife, Madalena Sabonete; e o estudante angolano Wanderlen Candeia. Eles falaram sobre os aspectos culturais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos de Angola.<\/p>\n<p>&#8220;A m\u00eddia brasileira s\u00f3 mostra ditadores, Aids e guerras tribais. Queremos, com eventos como este,\u00a0apresentar uma nova vis\u00e3o da \u00c1frica e de Angola. H\u00e1 coisas bonitas l\u00e1&#8221;, disse o coordenador da Semana da Consci\u00eancia Negra\u00a0e do N\u00facleo de Estudos\u00a0\u00a0Afro-brasileiros e Ind\u00edgenas da Unicap (Neabi), padre Cl\u00f3vis Cabral, pouco antes de a aluna Lidinete Helena Dias Elias fazer a abertura do encontro ao som do hino nacional de Angola.<\/p>\n<p>O primeiro debatedor a falar foi o professor Thales Castro, que abordou a rela\u00e7\u00e3o entre o Brasil, Angola e a Unicap.\u00a0 Ele introduziu a sua explana\u00e7\u00e3o mencionado o abolicionista e primeiro embaixador do Brasil, Joaquim Nabuco. &#8220;O Brasil tem um d\u00edvida hist\u00f3rica com a \u00c1frica. Antes de mais nada, \u00e9 preciso desconstruir essa vis\u00e3o monol\u00edtica desse continente t\u00e3o denso e complexo. \u00c9 importante tamb\u00e9m combater o afropessimismo. Devemos destacar a pluralidade, os fasc\u00ednio\u00a0pela \u00c1frica&#8221;, disse.\u00a0O cientista pol\u00edtico especializado em rela\u00e7\u00f5es internacionais destacou a diferen\u00e7a entre os 53 pa\u00edses que formam a \u00c1frica e os seus sinais de crescimento no mundo. Ele deu como exemplo\u00a0a altern\u00e2ncia de poder na democracia do Sud\u00e3o; e a realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo de Futebol na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12523\" aria-describedby=\"caption-attachment-12523\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-12523\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=12523\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-12523\" title=\"&lt;KENOX S860  \/ Samsung S860&gt;\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/SDC15685.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-12523\" class=\"wp-caption-text\">professor Thales, Wanderlen e dona Madalena<\/figcaption><\/figure>\n<p>Thales destacou a distribui\u00e7\u00e3o do conjunto de for\u00e7as pol\u00edticas e econ\u00f4micas no continente. &#8221; O Sud\u00e3o tem a maior\u00a0extens\u00e3o territorial. A Nig\u00e9ria, a maior popula\u00e7\u00e3o; e a \u00c1frica do Sul, a maior economia. Se compararmos com a Am\u00e9rica Latina,\u00a0o Brasil\u00a0concentra todos esses indicadores&#8221;.\u00a0O professor relembrou momentos hist\u00f3ricos na rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses. O Brasil foi o primeiro pa\u00eds do mundo a reconhecer a independ\u00eancia de Angola. Isso aconteceu em plena ditadura militar brasileira\u00a0com o ent\u00e3o presidente Ernesto Geisel, em 1975. &#8221; Ele foi influenciado por um assessor chamado Azeredo da\u00a0Silveira.&#8221;<\/p>\n<p>Durante a sua explana\u00e7\u00e3o, Thales Castro destacou a rela\u00e7\u00e3o entre a Unicap e Angola, que se d\u00e1 atrav\u00e9s de dois conv\u00eanios: o\u00a0Programa Estudante Internc\u00e2mbio-Gradua\u00e7\u00e3o (PEC-G), do Itamaraty; e o da parceria entre o Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas, Construtora Queiroz Galv\u00e3o e a Cat\u00f3lica, que\u00a0traz jovens angolanos para estudar engenharia civil em Pernambuco para depois retornar ao\u00a0pa\u00eds de origem. &#8220;\u00c9 uma troca cultural muito rica. Enriquece o nosso processo pedag\u00f3gico&#8221;, disse ele\u00a0sob aplausos da plateia.<\/p>\n<p>Em seguida, foi a vez de dona Madalena Sabonete tratar dos h\u00e1bitos e costumes angolanos.\u00a0Ela falou sobre as diferen\u00e7as entre o norte e o sul do pa\u00eds e as tradi\u00e7\u00f5es em festas de casamento, nascimento e vel\u00f3rios. Segundo Madalena, quando uma crian\u00e7a nasce, toda a comunidade para e se volta para\u00a0o acontecimento. &#8220;Aquele beb\u00ea \u00e9 um presente para a comunidade toda. Isso valoriza o ser humano, o relacionamento&#8221;. Para os angolanos, toda crian\u00e7a \u00e9 vista como um filho. L\u00e1 os vizinhos t\u00eam autoridade para repreender o filho do outro. &#8220;O pai sempre vai acreditar no adulto em vez do pr\u00f3prio filho. Isso \u00e9 bastante comum no interior&#8221;,\u00a0explica Madalena.<\/p>\n<p>O casamento \u00e9 outro aspecto curioso. Em algumas regi\u00f5es pode durar dias. &#8220;Os pais do noivo\u00a0&#8216;namoram&#8217; a noiva\u00a0antes do filho. Eles sempre buscam saber a opini\u00e3o dos pais&#8221;. O h\u00e1bito do dote em Angola pode agradar muita gente aqui no Brasil. Madalena conta que em algumas comunidades, a fam\u00edlia da noiva tem que oferecer caixas de cerveja empilhadas na mesma altura da noiva. &#8220;Se ela tem 1,80m,\u00a0as caixas empilhadas devem ter a mesma altura. Na verdade, as duas fam\u00edlias casam entre si.\u00a0N\u00f3s valorizamos muito as rela\u00e7\u00f5es de parentesco. Tratamos os demais parentes como irm\u00e3os e pais&#8221;. A culin\u00e1ria tamb\u00e9m foi explicada durante o encontro. No norte,\u00a0os pratos feitos \u00e0 base de mandioca; e no sul,\u00a0\u00e0 base de milho s\u00e3o a prefer\u00eancia dos angolanos.\u00a0O calulu (feito com quiabo e \u00f3leo de dend\u00ea) e galinha\u00a0ao molho de amendoim fazem parte do card\u00e1pio angolano, que\u00a0\u00e9 rico em verduras e legumes.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O \u00faltimo a debater foi\u00a0o estudante Wanderlen Candeia. Ele abordou os apectos da atual juventude angolana e os desafios do pa\u00eds para o futuro. &#8220;A globaliza\u00e7\u00e3o tira um pouco da nossa identidade, dos nossos costumes, dos nossos h\u00e1bitos, mas por outro lado nos\u00a0proporciona coisas positivas como esses conv\u00eanios que nos levam para estudar em\u00a0outros pa\u00edses mais avan\u00e7ados&#8221;, analisou. Ap\u00f3s uma r\u00e1pida introdu\u00e7\u00e3o, ele mostrou uma reportagem da TV Record que mostrou o atual momento econ\u00f4mico angolano com a reconstru\u00e7\u00e3o da infraestrutura; o crescimento da constru\u00e7\u00e3o civil e as longas filas de carros novos em postos de gasolina que vendem o combust\u00edvel ao equivalente a R$ 0,50 e \u00e9 um dos maiores produtores de petr\u00f3leo da \u00c1frica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12525\" aria-describedby=\"caption-attachment-12525\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-12525\" title=\"&lt;KENOX S860  \/ Samsung S860&gt;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/SDC15694.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12525\" class=\"wp-caption-text\">o encerramento teve direito a foto considerada hist\u00f3rica pelo grupo <\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Semana da Consci\u00eancia Negra movimentou, na tarde desta quinta-feira (11),\u00a0o primeiro andar do bloco B da Unicap, onde est\u00e1 localizado o teatro da Universidade que serviu de palco para a confer\u00eancia Angola: uma nova \u00c1frica est\u00e1 nascendo. 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