{"id":10562,"date":"2010-10-06T23:00:10","date_gmt":"2010-10-07T02:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=10562"},"modified":"2010-10-06T23:00:10","modified_gmt":"2010-10-07T02:00:10","slug":"diario-de-pernambuco-publica-materia-sobre-o-aquecimento-do-mercado-para-fonoaudiologos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/diario-de-pernambuco-publica-materia-sobre-o-aquecimento-do-mercado-para-fonoaudiologos\/","title":{"rendered":"Diario de Pernambuco publica mat\u00e9ria sobre o aquecimento do mercado para fonoaudi\u00f3logos"},"content":{"rendered":"<p>Com o t\u00edtulo &#8220;H\u00e1 vagas para fonoaudi\u00f3logos&#8221;, o \u00a0Diario de Pernambuco publicou na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira (4), no caderno de Economia, reportagem\u00a0sobre o aquecimento do mercado para os profissionais de fonoaudiologia. Leia abaixo a \u00edntegra da mat\u00e9ria do rep\u00f3ter Tiago Cisneiros.<\/p>\n<p>&#8220;Procura-se fonoaudi\u00f3logo&#8221;. N\u00e3o se surpreenda se encontrar isso escrito em um cartaz colado em algum canto da cidade. Depois do boom no fim da d\u00e9cada de 1990 e da crise nos \u00faltimos cinco anos, a profiss\u00e3o da voz, da linguagem e da audi\u00e7\u00e3o est\u00e1 ganhando for\u00e7a em Pernambuco. Os motores do crescimento s\u00e3o a expans\u00e3o econ\u00f4mica, a cria\u00e7\u00e3o de novas especialidades e as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o e nos programas oficiais de sa\u00fade. H\u00e1 vagas em ind\u00fastrias, hospitais e escolas, mas faltam profissionais.<\/p>\n<p>Eis uma boa op\u00e7\u00e3o para quem anda na d\u00favida sobre qual carreira seguir. Esta promete vingar. \u00c9 o que pensa a coordenadora de fonoaudiologia da Universidade Cat\u00f3lica, Maria Luiza Tim\u00f3theo. Para ela, a dificuldade de entrar no mercado, t\u00f4nica nos \u00faltimos cinco anos, ficou para tr\u00e1s. &#8220;Os cursos estavam fechando ou reduzindo turmas, por falta de demanda. Hoje, recebemos liga\u00e7\u00f5es de gente que quer contratar fonoaudi\u00f3logo e n\u00e3o encontra. Em 2004, 20% dos egressos conseguiam emprego. Agora, s\u00e3o 80%.&#8221; Neste grupo, est\u00e1 Vanessa Maria da Silva, 21, formada em dezembro de 2009. Quatro meses depois, ela montou seu consult\u00f3rio no Recife e, em junho, foi contratada por uma empresa de audiologia ocupacional no Cabo de Santo Agostinho. Puxado? Ainda tem mais. Vanessa tamb\u00e9m est\u00e1 cursando um mestrado em ci\u00eancias da linguagem. Para a jovem fonoaudi\u00f3loga, a possibilidade de somar atribui\u00e7\u00f5es reflete o aquecimento do mercado local. &#8220;As empresas de Suape est\u00e3o precisando muito de fonoaudi\u00f3logos, para dar conta da quantidade de contrata\u00e7\u00f5es. Eu mesma j\u00e1 tive que dizer &#8216;n\u00e3o&#8217; para algumas delas, por n\u00e3o ter tempo&#8221;, conta. Segundo Vanessa, a renda mensal dos profissionais do ramo no estado varia entre R$ 990 e R$ 4 mil (aut\u00f4nomo).<\/p>\n<p>A corrida aos fonoaudi\u00f3logos deve-se, principalmente, \u00e0 lei que determina a realiza\u00e7\u00e3o de exames auditivos semestrais ou anuais em funcion\u00e1rios expostos a um volume de som superior a 85 decib\u00e9is (equivalente a um liquidificador ligado). Para atender \u00e0s ind\u00fastrias, t\u00eam surgido muitas consultorias em audiologia na regi\u00e3o. O problema \u00e9 que, mesmo nelas, a demanda parece estar superando a oferta. &#8220;Est\u00e1 se contratando mais do que o previsto. Com isso precisamos de mais fonoaudi\u00f3logos, mas eles, ou j\u00e1 t\u00eam trabalho, ou n\u00e3o podem ficar aqui de segunda a s\u00e1bado. O jeito \u00e9 preparar rec\u00e9m-formados que n\u00e3o t\u00eam experi\u00eancia em audiologia&#8221;, afirma Pedro Freitas, propriet\u00e1rio de uma consultoria que &#8220;fornece&#8221; profissionais e materiais a tr\u00eas ind\u00fastrias do Complexo, onde s\u00e3o feitos cerca de 300 exames por dia. Mas nem s\u00f3 as ind\u00fastrias respondem pelo aquecimento do mercado.<\/p>\n<p>Os profissionais apontam outras raz\u00f5es para a mudan\u00e7a, como a aprova\u00e7\u00e3o da lei que institui a obrigatoriedade do &#8220;teste da orelhinha&#8221;, que identifica problemas de audi\u00e7\u00e3o em rec\u00e9m-nascidos, e a inclus\u00e3o de fonoaudi\u00f3logos nos N\u00facleos de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Fam\u00edlia (Nasf). Eles tamb\u00e9m destacam a decis\u00e3o do Conselho Federal de Fonoaudiologia de criar mais duas especialidades, em julho deste ano: a disfagia (tratamento da dificuldade de engolir) e a fonoaudiologia educacional (preven\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o de alunos e professores). Para a coordenadora do curso da Funda\u00e7\u00e3o de Ensino Superior de Olinda (Funeso), Micheline Coelho, essas especialidades podem ser as grandes cartadas. Depende dos donos de hospitais e col\u00e9gios. &#8220;\u00c9 \u00f3timo vislumbrar a amplia\u00e7\u00e3o do campo de trabalho. S\u00f3 precisamos que os gestores entendam nossa import\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0Nova gera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser beneficiada<\/p>\n<p>A abertura de novos mercados tende a beneficiar, sobretudo, as novas gera\u00e7\u00f5es de fonoaudi\u00f3logos, que est\u00e3o dando (ou ainda v\u00e3o dar) os primeiros passos na carreira. Essa previs\u00e3o, comum entre os profissionais mais experientes, parece estar repercutindo no mundo acad\u00eamico, com o revigoramento dos cursos superiores na \u00e1rea, que, desde a metade da d\u00e9cada, sofrem com a redu\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a suspens\u00e3o de turmas. Foi o que ocorreu na Universidade Cat\u00f3lica, uma das tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es que oferecem a gradua\u00e7\u00e3o no estado. O in\u00edcio da d\u00e9cada assistiu \u00e0 formatura de at\u00e9 240 alunos por ano. Em 2009, foram apenas 25. Pior: no \u00faltimo vestibular, devido \u00e0 baixa procura, a turma nem chegou a ser fechada. Com as novas possibilidades de atua\u00e7\u00e3o, o curso voltar\u00e1 a abrir 50 vagas no vestibular 2011.1. Ao contr\u00e1rio dos atuais universit\u00e1rios, os calouros ter\u00e3o aulas \u00e0 noite, para que possam conciliar a faculdade com est\u00e1gios e empregos. &#8220;Acredito que, agora, a tend\u00eancia \u00e9 atrair mais pessoas \u00e0 universidade, mas n\u00e3o sei o tempo que isso vai levar. Dificilmente voltaremos a formar tantos alunos quanto antes, o que pode ser bom, j\u00e1 que teremos novos profissionais com mais qualidade&#8221;, afirma a coordenadora do curso de fonoaudiologia da Cat\u00f3lica, Maria Luiza Tim\u00f3theo. As outras op\u00e7\u00f5es para quem quer fazer o curso s\u00e3o a Universidade Federal de Pernambuco e a Funda\u00e7\u00e3o de Ensino Superior de Olinda. No vestibular 2011.1, a UFPE vai abrir uma turma de primeira entrada, com 30 vagas e hor\u00e1rio integral. Na Funeso, ser\u00e3o admitidos at\u00e9 40 alunos. Na FIR, a gradua\u00e7\u00e3o foi extinta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o t\u00edtulo &#8220;H\u00e1 vagas para fonoaudi\u00f3logos&#8221;, o \u00a0Diario de Pernambuco publicou na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira (4), no caderno de Economia, reportagem\u00a0sobre o aquecimento do mercado para os profissionais de fonoaudiologia. Leia abaixo a \u00edntegra da mat\u00e9ria do rep\u00f3ter Tiago Cisneiros. &#8220;Procura-se fonoaudi\u00f3logo&#8221;. 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