{"id":10230,"date":"2010-10-05T10:23:45","date_gmt":"2010-10-05T13:23:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=10230"},"modified":"2010-10-05T10:23:45","modified_gmt":"2010-10-05T13:23:45","slug":"reporter-do-jornal-do-commercio-participa-de-seminario-sobre-joaquim-nabuco-na-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/reporter-do-jornal-do-commercio-participa-de-seminario-sobre-joaquim-nabuco-na-catolica\/","title":{"rendered":"Rep\u00f3rter do Jornal do Commercio participa de Semin\u00e1rio sobre Joaquim Nabuco na Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_10233\" aria-describedby=\"caption-attachment-10233\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-10233\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10233\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-10233\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/SDC139421.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-10233\" class=\"wp-caption-text\">Padre Cl\u00f3vis ao lado de Fabiana Moraes e Jayme Benvenuto<\/figcaption><\/figure>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-10231\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10231\"><\/a>A tarde desta segunda-feira (4) foi dedicada\u00a0\u00e0 discuss\u00e3o\u00a0sobre o\u00a0preconceito e desigualdade racial em sua forma mais contempor\u00e2nea, tomando como ponto de partida o caderno especial sobre Joaquim Nabuco &#8220;Quase brancos, quase negros&#8221;, elaborado pela rep\u00f3rter Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio. O encontro aconteceu no anfiteatro do terceiro andar do bloco G4 e estavam presentes a pr\u00f3pria jornalista; um dos personagens de sua reportagem, o jesu\u00edta e coordenador do N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiros e Ind\u00edgenas da Unicap, Padre Cl\u00f3vis Cabral; e o mediador da discuss\u00e3o, respons\u00e1vel pela C\u00e1tedra Dom Helder C\u00e2mara de Direitos Humanos e diretor do Centro de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, professor Jayme Benvenuto.<\/p>\n<p><!--more-->Com a inten\u00e7\u00e3o de seguir uma linha mais dial\u00e9tica, Fabiana gosta bastante de tra\u00e7ar perfis de grandes personalidades como j\u00e1 fez com Machado de Assis e Euclides da Cunha. No entanto, suas coberturas t\u00eam uma particularidade: sempre tenta fugir da opini\u00e3o cristalizada da sociedade em rela\u00e7\u00e3o a esses personagens. No caso mais recente, de Nabuco, ela tenta mostrar o autor n\u00e3o como &#8220;um grande abolicionista&#8221;, mas como um homem que contribuiu com a aboli\u00e7\u00e3o, apesar de alguns estudiosos recentes, tamb\u00e9m enxerg\u00e1-lo como reprodutor do preconceito de sua \u00e9poca.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-10237\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10237\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-10240\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10240\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-10245\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10245\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-10245\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/SDC139352.jpg?resize=190%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Em registros fotogr\u00e1ficos, por exemplo, Nabuco aparece sendo empurrado por negros. &#8220;Tentei n\u00e3o santific\u00e1-lo. Penso que quando a gente se at\u00e9m aos mitos criados pela sociedade, muito se perde do personagem. Quis desconstruir os esteri\u00f3tipos j\u00e1 cristalizados, mostrando que existe uma minoria negra de prest\u00edgio, que continua sofrendo preconceito, assim como existe uma minoria branca pobre, sendo discriminada apenas pelo seu status social&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Para isso, a jornalista entrevistou 10 personagens, em pleno s\u00e9culo XXI &#8211; isto \u00e9, 122 anos depois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura &#8211; nessas condi\u00e7\u00f5es: 5 &#8220;brancos quase negros&#8221; e 5 &#8220;negros quase brancos&#8221;. O &#8220;quase&#8221; j\u00e1 mostra como a escravid\u00e3o, o preconceito e a desigualdade raciais continuam vigentes. Ou seja, apesar de ser &#8220;um negro quase branco&#8221;, ele ainda sofre discrimina\u00e7\u00e3o por ser negro. \u00c9 como se ambos nunca fossem se igualar.<\/p>\n<p>Padre Cl\u00f3vis Cabral foi dos exemplos de negros quase brancos que conseguiram adquirir status social, sobretudo, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, assim como tamb\u00e9m aconteceu com o primeiro ministro negro do STF, Joaquim Barbosa, outro personagem da reportagem. Depois de tra\u00e7ar essas realidades, Fabiana dedicou um tabloide \u00e0 vida de Joaquim Nabuco, n\u00e3o apenas a intelectual, mas tamb\u00e9m a social, cotidiana. O que Nabuco combatia, ainda acontece nos dias de hoje. A aboli\u00e7\u00e3o nunca se realizou, como mostram as mat\u00e9rias &#8220;Ainda vivemos em 1800&#8221; e &#8220;A antiga cor na escravid\u00e3o moderna&#8221; no encerramento do caderno.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-10232\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=10232\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-10232\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/SDC13945.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Apesar de ser um &#8220;quase branco&#8221;, Padre Cl\u00f3vis j\u00e1 sofreu preconceito dentro da pr\u00f3pria igreja. No \u00faltimo domingo de elei\u00e7\u00e3o, saiu da resid\u00eancia dos jesu\u00edtas, rumo ao Col\u00e9gio Americano Batista para votar. Caminhando pela cal\u00e7ada, na ida, avistou duas mulheres caminhando. Ao perceberem sua presen\u00e7a, seguraram a bolsa para tr\u00e1s. A volta para casa n\u00e3o foi diferente. Assim que passou entre dois homens, percebeu que um deles ficou segurando o rel\u00f3gio.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es como essas s\u00e3o reais na vida de qualquer negro, independentemente do status social que ele ocupa. H\u00e1 30 anos integrante do movimento negro, Padre Cl\u00f3vis leva a discuss\u00e3o adiante, para tentar diminuir essa situa\u00e7\u00e3o de preconceito. &#8220;H\u00e1 um processo secular de enegrecimento da pobreza. Se construiu uma teologia da escravid\u00e3o, que n\u00e3o se posicionava em favor dos escravizados, e ainda aben\u00e7oava o sistema vigente. O debate social e racial cresceu muito no Brasil, mas \u00e9 preciso mais, \u00e9 necess\u00e1rio que aconte\u00e7a uma reconstru\u00e7\u00e3o positiva da identidade negra brasileira.&#8221;<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, como Fabiana afirmou: &#8220;O que muda \u00e9 o fen\u00f3tipo, somos todos da mesma carne.&#8221; Ambos defenderam que a colabora\u00e7\u00e3o de pessoas com caracter\u00edsticas f\u00edsicas diferenciadas, nesse processo de desconstru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o da imagem do negro \u00e9 v\u00e1lida. &#8220;O contato direto que Joaquim Nabuco teve com o africano escravizado foi fundamental para que ele come\u00e7asse a refletir sobre a condi\u00e7\u00e3o daquele ser humano. Se todos n\u00f3s ag\u00edssemos colando os nossos destinos aos sonhos desses milh\u00f5es de homens e mulheres que querem ser protagonistas de suas vidas talvez se superasse a desigualdade e o preconceito. Esse \u00e9 um processo longo e de muita luta&#8230;&#8221;, finalizou Padre Cl\u00f3vis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tarde desta segunda-feira (4) foi dedicada\u00a0\u00e0 discuss\u00e3o\u00a0sobre o\u00a0preconceito e desigualdade racial em sua forma mais contempor\u00e2nea, tomando como ponto de partida o caderno especial sobre Joaquim Nabuco &#8220;Quase brancos, quase negros&#8221;, elaborado pela rep\u00f3rter Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio. 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